domingo, 7 de julho de 2013
Inquietude
Eis que sentir um ardor no peito não é pra qualquer um. Os dentes travam o que a boca não ousa falar. O que a mente ecoa aos quatro ventos, inserido na circunferência da cabeça. Se pensamentos tivessem pressão, a cabeça teria explodido. Eis que a dor da incerteza permeia todo mundo. O medo do amanhã, do que te espera no final do corredor. Um grito mudo, que de tão mudo, não diz nada. Os sorrisos de aparência cansam no final das contas e dos cantos. Os cantos da boca que murcham, que estão doloridos pelo forçar. A dor de carregar um fardo, de assumir uma dívida, de esperar. Eis que a animação se esvai, por medo até. Medo de estar me precipitando. De toda essa felicidade ser apenas furtiva, efêmera. Mas o que não é? Se a vida é passageira, digo que eu sou um ônibus circular. Desses em que de vez em quando se descansa alguma vida, paga os trocados ao cobrador e salta do primeiro ponto. Mas a questão é que vida de ônibus cansa. Esse contato superficial me confunde, essas perguntas presas na garganta. Eu sou dessas que vive a 100 por hora, que precisam saber onde estão pisando, que caminhos está tomando. Preciso de certeza mesmo que a vida seja incerta. De um porto seguro apesar da baia não ter cais.
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Oi Nataly, porque parou de escrever? Tens muito jeito menina!
ResponderExcluirbeijinhos